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Financiamento imobiliário segue em alta no Triângulo Mineiro

Caixa Econômica aponta crescimento de 6,13% em crédito habitacional. Imóvel popular ainda é o mais financiado, diz presidente do Secovi.

Publicado 21/03/2015 por G1 em Mercado imobiliário

A facilidade de crédito habitacional e menores taxas são fatores que têm contribuído para o financiamento imobiliário seguir em alta no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Os dados repassados pela Superintendência Regional da Caixa Econômica Federal (CEF), emUberlândia, mostram que o primeiro semestre deste ano superou em 6,13% o número de linhas de crédito em relação ao mesmo período de 2013.

Foram financiadas 39.670 operações de crédito no valor de R$ 1,5 bilhão. As linhas de crédito com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) alcançaram 31.767 contratações, representando R$ 837 milhões aplicados. Já as operações do FGTS e outras fontes de recursos somaram 7.903 operações, avaliadas em R$ 665 milhões.

Anualmente são feitos em torno de R$ 3 bilhões em financiamentos na Regional da CEF, que é a segunda maior do país em créditos de habitação se comparada às demais. Segundo o superintendente Claiton Rosa, a tendência é de crescimento. “O segundo semestre geralmente apresenta acréscimo expressivo em virtude da economia estar mais estável e a receita ser maior, porque também há o recebimento do décimo terceiro salário e as pessoas se sentem mais seguras em investir”, comentou.

Claiton pontuou que entre os fatores que contribuem para que o mercado imobiliário siga aquecido são as condições de financiamentos mais acessíveis, com menores taxas e maior prazo para pagar; a desburocratização da alienação fiduciária de bens de imóveis; o processo de financiamento informatizado e o fato de as construtoras terem um melhor acesso aos programas de habitação.

Imóveis de alta renda x Habitação popular
Embora os imóveis populares ainda são os que despontam no mercado imobiliário, na percepção do superintendente, os empreendimentos para quem tem uma renda alta também estão tomando cada vez mais espaço. “Quem já teve o primeiro imóvel, melhorou a renda e o orçamento familiar aumentou. Aquele imóvel menor não é mais compatível porque a família também é maior e é quando busca por um imóvel mais amplo”, justificou.

Eliane financiou a casa própria no ano passado(Foto: Arquivo Pessoal/Eliane Teixeira)

Esse é o caso da assistente administrativo Eliane Dagmar Teixeira Costa, que financiou a casa própria no ano passado. “A dificuldade foi encontrar um imóvel onde pudéssemos acomodar toda a família bem, em uma localização razoável e que se enquadrasse dentro das nossas condições financeiras. Isso foi possível pois vem ocorrendo uma supervalorização dos imóveis nos últimos anos e conseguimos adequar nossas pretensões e condições para fechar o negócio”, contou.

Mas para o presidente do Sindicato da Habitação de Uberlândia (Secovi), Paulo Maurício Carneiro da Silva, essa realidade ainda é pouco corriqueira. Reflexo disso é que, de acordo com ele, 80% das pessoas que buscam pelos imóveis de alta renda, acabam fechando para os mais populares, sendo a maioria apartamentos de dois quartos.

Ele [comprador] acaba preferindo financiar o apartamento, não por escolha, mas por viabilidade."
Paulo Maurício, presidente Secovi

Ele explicou que isso acontece porque a comprovação de renda é mais difícil pelo imóvel ser mais caro e é quando grande parte adere aos programas habitacionais, como o "Minha Casa, Minha Vida". “O mesmo ocorre com o financiamento de terrenos. Se um terreno em Uberlândia custa R$ 70 mil, o comprador vai desembolsar de custo no mínimo R$ 140 mil para construir. Então ele acaba preferindo financiar o apartamento, não por escolha, mas por viabilidade”, exemplificou.

Dentro das estatísticas está a consultora de vendas Ana Paula Reis. Ela queria financiar uma residência, porém fechou a negociação por um apartamento do programa do governo federal. O motivo foi justamente pela facilidade de crédito financeiro e o custo mais baixo. “Era a opção que no momento cabia no meu orçamento, porque as parcelas eram menores e o subsídio de R$ 14 mil do Minha Casa, Minha Vida também acabou facilitando”, disse.